Nova abordagem terapêutica atua diretamente no cérebro para reduzir ondas de calor e suores noturnos, trazendo uma alternativa inédita para milhões de mulheres na menopausa
Uma importante inovação no tratamento dos sintomas vasomotores associados à menopausa acaba de ser aprovada no Brasil. O fezolinetanto, primeiro medicamento não hormonal de sua classe aprovado pela Anvisa para reduzir ondas de calor e suores noturnos moderados a intensos, surge como uma alternativa para mulheres que não podem ou não desejam utilizar a terapia hormonal.
Os fogachos estão entre os sintomas mais frequentes e mais impactantes do climatério. Estima-se que até 80% das mulheres apresentem ondas de calor e/ou suores noturnos durante a transição para a menopausa e no período pós-menopausa, comprometendo a qualidade do sono, as atividades diárias e o bem-estar.
Para a ginecologista Dra. Elis Nogueira, a aprovação do novo medicamento representa um avanço importante no cuidado com a saúde feminina.
“Embora a terapia hormonal continue sendo o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores moderados a intensos, ela não é indicada para todas as mulheres. Algumas pacientes apresentam contraindicações médicas ou preferem não utilizar hormônios. Ter uma alternativa eficaz e desenvolvida especificamente para esse problema amplia as opções disponíveis para essas pacientes e permite uma abordagem mais individualizada”, explica.
O diferencial do fezolinetanto está em seu mecanismo de ação. Ao contrário dos tratamentos hormonais, ele atua em receptores localizados no hipotálamo, região do cérebro responsável pela regulação da temperatura corporal.
“Trata-se de uma abordagem inovadora porque atua diretamente nos mecanismos envolvidos no surgimento dos fogachos, contribuindo para reduzir sua frequência e intensidade sem o uso de hormônios. Essa aprovação amplia as opções terapêuticas para mulheres que apresentam contraindicação à terapia hormonal ou que preferem uma opção não hormonal”, destaca a especialista.
A decisão da Anvisa foi baseada em estudos clínicos que envolveram mais de 3 mil mulheres e demonstraram redução significativa dos sintomas vasomotores associados à menopausa.
Segundo Dra. Elis, a novidade pode beneficiar especialmente mulheres que não podem realizar terapia hormonal ou que não obtiveram os resultados esperados com as terapias disponíveis.
“Essa aprovação amplia as opções de cuidado para um grupo de mulheres que muitas vezes convive com esses sintomas por anos. É uma conquista importante para a saúde feminina e para a qualidade de vida das pacientes”, conclui.
Dra. Elis Nogueira
Ginecologista e Obstetra
CRM 98.344 | RQE 57.179
Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela AMB/FEBRASGO. Possui certificação em Advanced Life Support in Obstetrics. É membro da SOGESP e da FEBRASGO e integra o corpo clínico das maternidades e hospitais São Luiz Star, Vila Nova Star, Pro Matre, Santa Joana, Albert Einstein, Sírio-Libanês e Santa Catarina, entre outros.
