Plataforma criada por paranaenses quer ampliar o acesso da economia criativa a serviços financeiros

Idealizado por músicos paranaenses, Music Invest oferece soluções voltadas à monetização de direitos autorais, royalties e receitas recorrentes do setor cultural

Divulgação/Music Invest

Quem vive da música costuma aprender a conviver com uma realidade financeira diferente da maioria dos profissionais. A renda pode ter origem em shows, direitos autorais, streaming, licenciamentos e outras fontes que variam ao longo do ano. Apesar de integrarem um setor que arrecadou R$ 2,1 bilhões em direitos autorais em 2025, segundo dados do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), muitos artistas ainda encontram dificuldades para acessar serviços financeiros. Foi dessa experiência, compartilhada por músicos paranaenses, que nasceu o Music Invest, plataforma financeira desenvolvida para atender a essa dinâmica. 


A iniciativa foi idealizada por Fabiano Neves Macieywski, advogado e fundador da banda Sr. Banana, que ficou marcada como a primeira contratação da Virgin Records no Brasil; Luis Fernando Justus, músico, produtor cultural e responsável pela realização de grandes eventos musicais no Paraná; e Paulo Juk, fundador e baixista da banda paranaense Blindagem, condecorado com o título de Comendador da Ordem Estadual do Pinheiro e membro da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus).Ao longo de suas trajetórias, acompanharam de perto as transformações do mercado musical e os desafios enfrentados por artistas e demais profissionais da área.


Com participação do Grupo Azimut, um dos maiores gestores independentes de ativos da Europa, por meio da Azify, o projeto ganhou projeção internacional durante seu desenvolvimento e passou a integrar o ecossistema global Music Bank, superapp voltado à economia criativa. A chegada de novos investidores contribuiu para transformar a iniciativa em uma operação com alcance global.


"O setor cultural movimenta cifras expressivas todos os anos, mas muitos profissionais não encontram produtos e serviços compatíveis com a forma como geram renda. Receitas provenientes da música, por exemplo, têm valor econômico, mas nem sempre são consideradas na hora de acessar crédito e outros serviços financeiros. Queremos contribuir para mudar essa realidade e criar mais possibilidades para quem vive da própria arte", afirma Luis Fernando Justus, CEO do Music Invest.


A evolução da indústria da música nos últimos anos também ajuda a explicar a busca por soluções mais adaptadas à realidade do setor. Impulsionado pelo avanço das plataformas digitais e dos novos modelos de monetização, o mercado musical segue em expansão no Brasil e no exterior. Segundo dados da IFPI (International Federation of the Phonographic Industry), o Brasil passou a ocupar a oitava posição entre os maiores mercados de música gravada do mundo, enquanto a América Latina manteve um ritmo de crescimento superior à média global.


A plataforma prevê a oferta de conta digital, ferramentas de gestão financeira, acesso a crédito e alternativas para monetização de receitas recorrentes, como direitos autorais e royalties.


"Nosso objetivo é entender a realidade e as necessidades de quem vive da economia criativa e desenvolver soluções que ajudem esses profissionais a transformar seu trabalho em oportunidades de crescimento e estabilidade financeira”, conclui.


Sobre o Music Invest

Idealizada por brasileiros, a plataforma financeira Music Invest é a vertical nacional da iniciativa global do superapp Music Bank e tem como objetivo ampliar o acesso da economia criativa a soluções financeiras especializadas. A empresa desenvolve serviços voltados a músicos, artistas, criadores de conteúdo e profissionais do setor cultural, incluindo alternativas para gestão financeira, acesso a crédito e antecipação de recebíveis vinculados a direitos autorais e royalties. A iniciativa aposta no potencial dos direitos autorais, royalties e demais receitas recorrentes geradas pela música como ativos capazes de sustentar operações financeiras, ampliando o acesso do setor cultural a mecanismos tradicionalmente disponíveis para outros segmentos da economia.

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