Um vídeo registrado em Santa Cecília, no Meio-Oeste de Santa Catarina, passou a dominar as redes sociais após mostrar um detento em trabalho externo sendo contido por moradores durante uma confusão envolvendo uma criança.
As imagens começaram a circular de forma intensa nos últimos dias, embora o episódio tenha ocorrido no início de maio. Nos vídeos, o homem aparece sendo segurado e arrastado por moradores da região enquanto o pai da menina participa da contenção até a chegada das autoridades policiais.
Segundo informações divulgadas pela NDTV RECORD e repercutidas por portais locais, o detento cumpre pena por lesão corporal na Penitenciária de São Cristóvão do Sul e havia recebido autorização para trabalhar fora da unidade prisional devido ao bom comportamento.
A repercussão aumentou porque relatos iniciais apontavam que a menina teria utilizado um martelo para se defender do homem após se assustar com sua aproximação. A narrativa rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando indignação entre moradores da região e milhares de comentários sobre o funcionamento do sistema prisional brasileiro.
No entanto, conforme as investigações avançaram, detalhes adicionais começaram a surgir. Segundo o delegado Thiago Passos, responsável pelo caso, a criança relatou em depoimento inicial que o homem apenas teria se aproximado e dito “oi”, o que acabou assustando a menina. O pai dela, ao perceber a situação, reagiu imediatamente sem buscar esclarecimentos antes da agressão contra o detento.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar todos os detalhes do episódio e esclarecer exatamente o que aconteceu antes da gravação viralizar.
Mesmo assim, a repercussão pública acabou ultrapassando os limites da investigação criminal e transformou o caso em símbolo de uma discussão maior envolvendo trabalho externo de presos.
A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social de Santa Catarina informou que o detento foi imediatamente afastado do programa de trabalho externo após o ocorrido e perdeu definitivamente o benefício. Segundo a secretária adjunta Daniela Amorim Silva, o episódio é considerado isolado e não representa a política de ressocialização adotada pelo sistema prisional catarinense.
