Um caso extremo de cirurgias plásticas clandestinas voltou a ganhar repercussão internacional após imagens e relatos envolvendo uma falsa médica acusada de injetar cimento, super cola e outras substâncias tóxicas em pacientes viralizarem novamente nas redes sociais.
A mulher identificada como Oneal Ron Morris ficou conhecida internacionalmente após ser acusada de realizar procedimentos estéticos clandestinos nos Estados Unidos utilizando materiais altamente perigosos no lugar de silicone médico. Segundo investigações conduzidas pelas autoridades americanas, ela aplicava misturas contendo cimento, óleo mineral, selante industrial e super cola em pacientes que buscavam aumento de glúteos e contorno corporal.
Segundo documentos do processo, uma das vítimas, Shatarka Nuby, morreu após desenvolver graves complicações decorrentes das substâncias aplicadas durante os procedimentos. Relatórios médicos apontaram insuficiência respiratória e deterioração severa dos tecidos atingidos pelos produtos injetados.
As investigações revelaram que muitas pacientes buscavam os procedimentos clandestinos por causa do preço mais baixo em comparação às cirurgias tradicionais realizadas por especialistas certificados. Algumas aplicações chegavam a custar cerca de US$ 2 mil, valor significativamente inferior ao praticado em clínicas regulamentadas.
O caso ganhou enorme repercussão mundial principalmente depois da divulgação de imagens mostrando deformações severas no corpo de vítimas e também da própria acusada. As fotos acabaram se tornando símbolo dos perigos associados à chamada “cirurgia plástica clandestina”.
Especialistas em cirurgia plástica alertam que materiais como cimento industrial, cola instantânea e selantes automotivos jamais podem ser utilizados em procedimentos médicos. Essas substâncias podem causar necrose, infecções graves, deformações permanentes, falência de órgãos e até morte.
O episódio também voltou a gerar discussões sobre a pressão estética nas redes sociais e o crescimento global de procedimentos feitos sem segurança adequada. Nos últimos anos, o mercado da beleza passou por uma explosão impulsionada principalmente pelo Instagram, TikTok e filtros digitais, aumentando a busca por transformações corporais rápidas e muitas vezes perigosas.
Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil e os Estados Unidos seguem entre os países com maior número de procedimentos estéticos realizados no mundo. Paralelamente, autoridades de saúde também registram crescimento no número de clínicas irregulares e falsos profissionais atuando clandestinamente.
