Álbum da Copa 2026: completar a coleção pode custar mais de R$ 1 mil e exige planejamento para não pesar no bolso

Com número recorde de figurinhas, gasto mínimo equivale a mais de 65% do salário-mínimo e acende alerta para consumidores

Completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 pode exigir mais do que dedicação. O desafio também será financeiro. Considerando apenas o cenário ideal, sem figurinhas repetidas, o colecionador precisará desembolsar pelo menos R$ 1.059,90, valor que corresponde a cerca de 65,4% do salário-mínimo atual e que seria suficiente para comprar mais de oito cestas básicas, considerando os valores mais acessíveis. 


A nova edição, que inicou suas vendas nesta quinta-feira (30), será a maior da história, com 980 figurinhas, sendo 68 especiais metalizadas, distribuídas em um álbum de 112 páginas. O aumento acompanha a expansão da Copa do Mundo, que passa a contar com 48 seleções. 


Para a economista Cilene Ribeiro Cardoso, professora de Gestão e Negócios da Universidade São Judas, o cenário exige atenção redobrada. “Quando a gente traduz esse valor para a realidade do brasileiro, ele representa uma fatia importante do orçamento. Por isso, o ideal é encarar o álbum como um gasto de lazer planejado, com limites bem definidos”, afirma. 


Na última Copa, em 2022, eram 670 figurinhas, o que representa um aumento de aproximadamente 46,3% na quantidade de cromos nesta edição. Para completar o álbum naquele ano, em um cenário ideal, sem figurinhas repetidas, o colecionador precisava desembolsar cerca de R$ 580,90, considerando o valor dos pacotes e do álbum capa dura. 


Quanto custa completar o álbum? 
Na prática, completar o álbum exige mais do que apenas comprar algumas figurinhas ocasionalmente. Cada pacote custa R$ 7,00 e vem com 7 figurinhas. Em um cenário ideal, sem nenhuma repetida, seria necessário comprar cerca de 140 pacotes para atingir as 980 figurinhas. 


Isso levaria a um gasto de: R$ 980,00 em figurinhas; R$ 79,90 no álbum (capa dura), resultando em um total mínimo de R$ 1.059,90. “Para darmos uma dimensão sobre o impacto, o valor total gasto com o álbum corresponde a 65,4% do salário-mínimo de 2026, que é de R$ 1.621,00”.  Mas esse valor dificilmente se concretiza na vida real. Figurinhas repetidas fazem parte da experiência e elevam o custo final. Na prática, colecionadores costumam gastar entre R$ 1.500 e R$ 2.000 para completar o álbum, dependendo da estratégia adotada. 


Comparação com 2022 
Os preços também subiram em relação à última edição. Em 2022, cada pacote custava R$ 4,00 e trazia 5 figurinhas. Agora, o valor passou para R$ 7,00, com 7 unidades por envelope. 


Na prática, o custo por figurinha saiu de R$ 0,80 para aproximadamente R$ 1,00, um aumento de cerca de 25%. Já o álbum capa dura passou de R$ 44,90 para R$ 79,90, alta de aproximadamente 78%. 


Planejamento faz diferença 
Para quem quer participar sem comprometer o orçamento, o planejamento e organização financeira se torna essencial. Cilene reforça que o controle financeiro começa com pequenas decisões e destaca que a ansiedade pode ser uma armadilha comum nesse tipo de coleção. “Definir um valor mensal para esse tipo de gasto ajuda a evitar excessos. Não é necessário completar o álbum rapidamente, e distribuir as compras ao longo do tempo reduz o impacto no orçamento”, explica. 


O segredo está nas trocas 
Outro ponto essencial para reduzir custos está fora das bancas. As trocas entre colecionadores seguem uma alternativa importante, inclusive com impacto direto no bolso. A participação em grupos de Whatsapp e feiras de troca, podem reduzir o custo final em até 10%, ao diminuir a necessidade de compra de novos pacotes. 


 
“Guardar figurinhas repetidas e participar desses espaços aumenta muito a eficiência da coleção. Isso reduz a necessidade de novas compras e acelera o processo de completar o álbum”, destaca a especialista. 


Sobre a São Judas 

A São Judas integra o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima de Educação. Com mais de 50 anos de história, tem Conceito Institucional máximo concedido em 2023 pelo Ministério da Educação (MEC). Com 11 unidades localizadas na Capital, Grande São Paulo e Baixada Santista, conta com mais de 130 cursos de Graduação e Pós-Graduação Lato e Stricto Sensu. A instituição combina qualidade e acessibilidade, tradição e inovação, com o uso de novas metodologias educacionais, laboratórios multidisciplinares de aprendizagem integrada e programas de desenvolvimento de competências socioemocionais. Além disso, o estudante aprende na prática desde o primeiro dia de aula, em seus mais de 200 laboratórios e núcleos de atendimento à população. 


Sobre a Ânima Educação 

Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 381 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.  


Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas no mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação - parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa. 

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