Hit mundial… mas o dinheiro não é dele? Entenda por que Justin Bieber não lucra com sua própria música

Cantor voltou ao topo global após Coachella, mas acordo milionário do passado mudou quem realmente ganha com o sucesso

Justin Bieber voltou ao topo das plataformas de streaming com um de seus maiores sucessos, mas o que parecia ser apenas mais um marco na carreira do cantor revelou uma realidade pouco conhecida do mercado musical: nem sempre o artista é quem mais lucra com suas próprias músicas.


Após sua apresentação no Coachella, a faixa “Beauty and a Beat” voltou a ocupar o primeiro lugar global no Spotify, impulsionada pela repercussão do show. O retorno ao topo chamou atenção não apenas pelo impacto do artista, mas pelo fato de que Bieber não recebe integralmente pelos streams da canção.


A explicação está em uma decisão estratégica tomada anos antes. Em 2023, o cantor vendeu grande parte dos direitos de seu catálogo musical - cerca de 290 músicas lançadas até 2021, para a empresa Hipgnosis Songs Capital, em um acordo avaliado em mais de US$ 200 milhões.


Na prática, isso significa que os direitos de composição dessas músicas, que geram receita a cada reprodução, passaram a pertencer à empresa. Ou seja, quando uma dessas faixas explode novamente nas plataformas, quem recebe a maior parte dos royalties são os novos detentores desses direitos e não o próprio artista.


Bieber ainda lucra, mas de forma indireta. Como intérprete e artista vinculado a gravadoras, ele recebe uma parcela menor relacionada aos chamados “masters”, a gravação da música em si. No entanto, essa fatia costuma ser significativamente inferior ao ganho gerado pelos direitos autorais de composição.


Esse modelo não é exclusivo do cantor. Nos últimos anos, a venda de catálogos musicais se tornou uma tendência no mercado global. Artistas optam por negociar seus direitos em troca de grandes quantias imediatas, abrindo mão de receitas futuras em troca de liquidez e segurança financeira.

Postagem Anterior Próxima Postagem