O Brasil já conhece a sua nova representante no maior concurso de beleza do mundo. A paranaense Marcella Kozinski, de 26 anos, foi coroada Miss Universe Brasil 2026 após vencer a grande final realizada em São Paulo. Com a conquista, a modelo assume a responsabilidade de representar o país na edição internacional do Miss Universo, marcada para novembro, em Porto Rico, e passa a integrar a lista das mulheres que carregam uma das faixas mais tradicionais dos concursos de beleza nacionais.
A vitória marca o ponto mais alto de uma trajetória construída ao longo de vários anos. Natural de Curitiba (PR), Marcella iniciou sua carreira como modelo ainda jovem e, em 2019, deu seus primeiros passos no universo dos concursos internacionais ao participar de uma competição realizada na China. A experiência serviu como porta de entrada para uma carreira que, desde então, passou a combinar trabalhos na moda com disputas em concursos de beleza dentro e fora do Brasil.
Antes de conquistar o título nacional, Marcella acumulou experiências importantes. Em 2021, foi eleita Miss Paraná, resultado que consolidou seu nome entre as principais candidatas do estado. Já em 2026, voltou ao cenário nacional representando a Ilha do Mel, um dos destinos turísticos mais conhecidos do litoral paranaense. A candidatura chamou atenção por fazer parte de uma novidade implementada nesta edição do Miss Universe Brasil: além das tradicionais representantes dos estados, o concurso passou a incluir candidatas ligadas a rotas e destinos turísticos brasileiros.
A final reuniu 31 candidatas de diferentes regiões do país e foi marcada por um alto nível de competitividade. Marcella conquistou os jurados ao longo das diversas etapas do concurso, que avaliaram desenvoltura, comunicação, presença de palco e autenticidade. Na decisão, ela superou Flávia Klemz, representante do Espírito Santo, segunda colocada, e Jaque Ciocci, representante da Chapada Diamantina, que terminou na terceira posição.
Um dos momentos que mais repercutiram durante a competição foi sua resposta sobre autenticidade. Ao ser questionada sobre o tema, Marcella afirmou que acredita que ser verdadeiro consigo mesmo é a melhor maneira de inspirar outras pessoas. A resposta foi amplamente compartilhada nas redes sociais e reforçou a imagem de uma candidata que buscou destacar valores pessoais além da aparência.
A nova Miss Universe Brasil também costuma falar sobre desafios enfrentados ao longo da vida. Em entrevistas e durante o concurso, ela relembrou a perda do pai ainda na juventude e afirmou ter vivido experiências difíceis em sua trajetória pessoal, incluindo relacionamentos abusivos. Segundo Marcella, essas situações contribuíram para fortalecer sua visão sobre autoestima, identidade e superação, temas que pretende continuar abordando durante seu reinado.
Além das passarelas, Marcella demonstra envolvimento com a causa animal, assunto que aparece frequentemente em suas redes sociais. Apaixonada por cães, ela já declarou que sonha em criar um espaço dedicado ao resgate e acolhimento de animais abandonados, projeto que espera desenvolver utilizando a visibilidade conquistada com o título nacional.
Sua trajetória também ganhou notoriedade nacional por outro motivo. Marcella viveu um relacionamento com o dentista Rafael Puglisi, conhecido por atender diversas celebridades brasileiras. A morte dele, em 2023, após um acidente doméstico, teve ampla repercussão na imprensa e marcou profundamente a vida da modelo, que já comentou sobre o impacto emocional daquele período em entrevistas e publicações pessoais.
Agora, a rotina da nova Miss Universe Brasil passa por uma transformação completa. A agenda inclui treinamentos intensivos de passarela, comunicação, oratória, etiqueta, condicionamento físico e preparação para entrevistas, além da participação em ações institucionais e projetos sociais promovidos pela organização do concurso. O objetivo é chegar ao Miss Universo em condições de disputar a terceira coroa internacional da história do Brasil - o país venceu a competição apenas duas vezes, com Ieda Maria Vargas, em 1963, e Martha Vasconcellos, em 1968.
