Uma grande operação de busca e resgate segue mobilizando autoridades da Guiana após o naufrágio de uma balsa que transportava 116 passageiros na costa do país, na noite do último sábado (18). O acidente deixou dezenas de pessoas desaparecidas e provocou comoção nacional, enquanto equipes da Marinha, da Guarda Costeira e de serviços de emergência trabalham contra o tempo para localizar sobreviventes. Até o momento, 67 pessoas, entre elas 15 crianças, foram resgatadas com vida, mas o número de desaparecidos continua preocupando as autoridades, que mantêm as buscas ininterruptas.
Segundo informações divulgadas pelo governo guianense, a embarcação havia partido de Georgetown, capital do país, por volta das 3h15, no horário local, com destino à cidade de Port Kaituma, localizada na região noroeste da Guiana. A viagem fazia parte de uma rota regularmente utilizada por moradores da região, onde o transporte fluvial desempenha papel essencial devido às grandes distâncias e ao acesso limitado por estradas. O alerta de emergência foi recebido pelas autoridades às 23h01, quando a embarcação já havia enfrentado dificuldades em alto-mar.
As primeiras investigações indicam que o acidente pode ter sido provocado por condições adversas de navegação. De acordo com o ministro do Trabalho, Juan Edghill, a principal hipótese considerada pelo governo é que a balsa tenha tombado após ser atingida por uma onda de grande intensidade. Embora essa seja a linha inicial da investigação, especialistas ainda analisam outros fatores que possam ter contribuído para o naufrágio, incluindo as condições climáticas, a estabilidade da embarcação e possíveis falhas operacionais. As causas oficiais somente deverão ser confirmadas após a conclusão das perícias conduzidas pelas autoridades competentes.
Logo após o recebimento do pedido de socorro, uma ampla operação foi organizada para atender às vítimas. Um navio de apoio foi enviado ao local transportando 250 coletes salva-vidas, além de dois botes rígidos e seis embarcações infláveis, equipamentos considerados fundamentais para ampliar a área de buscas e prestar assistência aos sobreviventes encontrados no mar. Equipes de resgate também contam com embarcações menores e apoio de voluntários que conhecem a região, fator importante em uma área marcada por fortes correntes e extensa faixa costeira.
O primeiro-ministro da Guiana, Mark Phillips, afirmou, durante entrevista coletiva, que todas as estruturas disponíveis do governo foram mobilizadas para a operação. Segundo ele, os trabalhos continuarão enquanto houver qualquer possibilidade de encontrar sobreviventes.
Além da busca pelos desaparecidos, o governo já iniciou a coleta de informações para reconstruir a cronologia do acidente. Investigadores deverão ouvir sobreviventes, integrantes da tripulação e equipes de resgate para compreender como ocorreu o naufrágio e identificar se houve falhas que possam ter contribuído para a tragédia. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do caso e, se necessário, adotar medidas para reforçar a segurança em futuras viagens.
Enquanto as operações continuam, familiares dos passageiros permanecem reunidos em centros de atendimento montados pelas autoridades, aguardando notícias sobre parentes e amigos. O clima é de apreensão e esperança, com muitas famílias acompanhando a divulgação de cada novo resgate realizado pelas equipes que atuam no litoral guianense.
