Dezoito anos depois de um dos casos criminais mais marcantes da história do Brasil, o nome de Isabella Nardoni voltou a mobilizar milhares de pessoas nas redes sociais após um relato íntimo e emocional feito por sua mãe, Ana Carolina Oliveira. Em entrevista recente, Ana Carolina revelou que recebeu cartas psicografadas atribuídas à filha e afirmou que a experiência teve papel fundamental no processo de reconstrução emocional após a tragédia que chocou o país em 2008.
A declaração aconteceu durante participação no podcast PodDelas, onde Ana Carolina falou abertamente sobre espiritualidade, luto e os anos difíceis que enfrentou após a morte da menina. Segundo ela, o contato com um centro espírita em São Paulo aconteceu pouco tempo depois do crime, em um momento em que a dor parecia impossível de suportar.
“Todas as vezes que eu ia lá, eu não conseguia nem olhar, estava desesperada”, contou durante a entrevista. Com o passar do tempo, ela afirma ter encontrado acolhimento emocional no ambiente espiritual e passou a enxergar as mensagens recebidas como fonte de conforto em meio ao trauma vivido pela família.
Ana Carolina relatou que as cartas não aconteciam em todas as sessões, mas que cada mensagem atribuída à filha trazia uma sensação de renovação emocional. “Aquela energia me acalmava, eu saía de lá outra pessoa”, afirmou.
O caso Isabella Nardoni permanece como um dos episódios criminais de maior repercussão da história brasileira. Em março de 2008, Isabella, então com cinco anos, morreu após ser jogada do sexto andar do edifício onde o pai morava, na zona norte de São Paulo.
O pai da menina, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pela Justiça pela morte da criança após investigação.
Ao longo dos anos, Ana Carolina passou a reconstruir sua vida longe da exposição constante que marcou os primeiros anos após o crime. Além de formar uma nova família, ela também transformou a própria trajetória em uma bandeira ligada à proteção infantil e ao acolhimento de vítimas de violência. Em 2024, inclusive, foi eleita vereadora em São Paulo com forte discurso voltado à defesa das crianças e adolescentes.
