Justiça aponta irregularidade na prisão e caso envolvendo R$ 1,6 bilhão segue em investigação
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de mandar soltar MC Ryan SP voltou a colocar o cantor no centro de um dos casos mais comentados do país. Preso pela Polícia Federal em uma investigação que apura um esquema de movimentação financeira bilionária, o funkeiro teve a liberdade concedida após entendimento de ilegalidade na sua detenção.
A ordem foi assinada pelo ministro Messod Azulay Neto, que concedeu habeas corpus ao artista ao considerar que houve inconsistência no prazo da prisão temporária. Inicialmente, a Polícia Federal havia solicitado um período de cinco dias, mas a Justiça decretou 30 dias, decisão considerada irregular pelo STJ, já que o prazo original já havia sido cumprido.
A soltura não envolve absolvição nem encerra o caso. MC Ryan SP segue sendo investigado no âmbito da Operação Narco Fluxo, que apura uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outras práticas ilegais . Segundo as autoridades, o grupo utilizaria uma estrutura complexa, com empresas de fachada, uso de “laranjas”, criptomoedas e transferências internacionais para ocultar recursos.
A decisão do STJ também pode beneficiar outros investigados no mesmo caso, incluindo nomes do cenário digital e musical, já que o entendimento sobre a ilegalidade da prisão pode ser aplicado a situações semelhantes . Isso amplia o impacto da medida e reforça a dimensão do processo, que envolve múltiplos investigados e uma rede financeira considerada sofisticada.
