Antes associado apenas a limpeza, manutenção e portaria, setor passa por transformação silenciosa e se reposiciona como peça estratégica na experiência, eficiência e imagem das grandes empresas
*João Campos
Durante muito tempo, o mercado de facilities foi tratado apenas como uma área de suporte dentro das empresas. Era visto como um setor ligado à limpeza, manutenção, segurança e serviços terceirizados, quase sempre lembrado apenas quando algum problema acontecia. Pouco se falava sobre o impacto estratégico dessas operações no funcionamento e na imagem de uma empresa.
Nos últimos anos, esse cenário mudou de forma significativa. O setor passou por uma transformação silenciosa, mas extremamente relevante. O que antes era considerado apenas operacional começou a ganhar espaço nas decisões estratégicas das empresas. Hoje, facilities deixou de entregar apenas serviço e passou a entregar experiência, eficiência, organização e percepção de valor.
Essa mudança acompanha uma nova forma de enxergar os ambientes corporativos. Os espaços físicos passaram a influenciar diretamente a maneira como pessoas se sentem dentro de uma empresa, como enxergam uma marca e até quanto tempo desejam permanecer naquele ambiente. Escritórios deixaram de ser apenas locais de trabalho. Hospitais passaram a valorizar mais o acolhimento. Condomínios e empresas começaram a entender que conforto, organização e atendimento também fazem parte da experiência.
Com isso, o setor incorporou uma visão muito mais sofisticada. O foco deixou de ser apenas manter tudo funcionando. Agora, existe uma preocupação real com bem-estar. Limpeza, manutenção, recepção e operação passaram a trabalhar juntas para criar ambientes mais agradáveis, funcionais e seguros.
Esse movimento fortaleceu modelos como o IFM, o Integrated Facility Management, que reúne diferentes serviços dentro de uma única gestão. Na prática, isso reduz falhas, melhora a comunicação entre equipes e cria operações mais estratégicas e inteligentes.
A pandemia acelerou ainda mais essa transformação. Depois da Covid-19, higiene, organização e segurança ganharam outro peso dentro das empresas. Um ambiente limpo passou a representar muito mais do que aparência. Passou a transmitir confiança, responsabilidade e cuidado com as pessoas.
Ao mesmo tempo, a tecnologia elevou o nível do setor. Monitoramento em tempo real, manutenção preditiva, automação e softwares de gestão começaram a fazer parte da rotina das grandes operações. Facilities entrou de vez em uma era mais conectada, eficiente e orientada por dados.
Essa evolução também mudou o perfil dos profissionais da área. O profissional de facilities deixou de atuar apenas nos bastidores e passou a ocupar um papel importante na construção da imagem e da eficiência das empresas.
O crescimento do mercado acompanha essa mudança de percepção. O Brasil se consolidou como um dos maiores mercados de facilities da América Latina, impulsionado pela busca das empresas por operações mais organizadas, eficientes e profissionalizadas.
O setor deixou de ser invisível porque as empresas perceberam algo simples: a experiência das pessoas começa muito antes do produto ou do serviço final. Ela começa no ambiente, na sensação de organização, no conforto, na segurança e na forma como cada detalhe é percebido no dia a dia.
*João Victor Campos, 25 anos, é Diretor Executivo do Grupo D&C, empresa que entrega excelência em terceirização de serviços e facilities.
Sobre o Grupo D&C
O Grupo D&C oferece profissionais qualificados para preservação de edifícios comerciais e residenciais. Criando estratégias de ação personalizadas e exclusivas de acordo com o tamanho do seu empreendimento, quantidade de moradores, fluxo de pessoas e necessidades de cada condomínio ou prédio comercial. Referência em serviços e facilities na Grande Florianópolis, com o maior crescimento de Santa Catarina, com um avanço de 440% em 2025.
