Einstein atua em missão humanitária para apoiar vítimas do terremoto na Venezuela

Grupo reuniu profissionais especializados para atendimentos clínicos, suporte psicossocial e fortalecimento da rede de saúde na região afetada

O Einstein se mobilizou em uma missão humanitária na Venezuela para prestar assistência às comunidades afetadas pelo terremoto que atingiu o país em 24 de junho. A atuação foi realizada com foco na região de La Guaira, especialmente no município de Caraballeda, uma das áreas mais impactadas pela tragédia.  A missão do Einstein se integrou ao plano estruturado de resposta humanitária já conduzido pela Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira, em articulação com a Convenção Batista Venezuelana. Dentro dessa estrutura, o Einstein Hospital Israelita apoiou a operação por meio da capacitação das equipes locais, do fortalecimento da atuação assistencial da igreja e da oferta de apoio psicossocial em parceria com profissionais e organizações locais.


A equipe permaneceu em campo até 27 de julho, contribuindo para ampliar a capacidade de resposta, qualificar o atendimento à população e fortalecer a continuidade do cuidado no território.


O terremoto foi caracterizado por dois terremotos sísmicos de magnitudes 7,2 e 7,5, provocando intensa destruição estrutural e o colapso dos serviços de emergência. Até o momento, são contabilizadas 4.500 mortes, 18 mil pessoas feridas e milhares de pessoas desalojadas, em um dos cenários humanitários mais desafiadores enfrentados recentemente pelo país.


A operação contou com 10 profissionais do Einstein, entre médicos, enfermeiros e especialistas de diferentes áreas, que se integram à estrutura já estabelecida pela Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira e seus parceiros na Venezuela. A atuação do Einstein esteve voltada ao apoio e ao fortalecimento da operação existente, contribuindo com capacitação das equipes, organização dos fluxos assistenciais, suporte técnico e qualificação do cuidado prestado nos centros de atendimento da igreja. A frente de saúde mental e apoio psicossocial foi desenvolvida em parceria com a Somos Humana e profissionais locais, ampliando a capacidade de resposta e a continuidade do cuidado no território. A iniciativa também previu a capacitação de 20 a 40 psicólogos para atuação em contextos de desastre.


A operação conduzida pela Junta de Missões da igreja realizou mais de 600 atendimentos, incluindo ações em dois abrigos, onde as equipes ofereceram curativos, triagem e encaminhamento para os serviços disponíveis.


Com o encerramento da presença da equipe do Einstein em campo, a Somos Humana e a HUMUS darão continuidade ao componente de saúde mental e apoio psicossocial por mais quatro semanas, fortalecendo o acompanhamento local e a continuidade do cuidado às pessoas afetadas.


"Estar presente em cenários de emergência faz parte do compromisso do Einstein com a responsabilidade social e com o fortalecimento dos sistemas de saúde. Nossa atuação busca responder às necessidades mais urgentes da população, mas também apoiar a reconstrução da capacidade assistencial local por meio da transferência de conhecimento, do trabalho em parceria e da construção de soluções que permaneçam após o encerramento da missão. Em crises humanitárias, entendemos que cuidar significa oferecer assistência imediata e, ao mesmo tempo, contribuir para que as comunidades estejam mais preparadas para enfrentar os desafios do futuro", afirmou Dr. Felipe Piza, diretor de Responsabilidade Social e Filantropia do Einstein.


O Einstein mantém uma área dedicada a missões humanitárias e resposta a desastres, com experiência consolidada em ações nacionais e internacionais. Entre as atuações históricas, destacam-se as missões realizadas após o terremoto no Haiti e em situações de alagamento no Rio Grande do Sul e no litoral de São Paulo. A organização atua de forma estruturada e recorrente, com planejamento, logística integrada e suporte continuado, como em São Gabriel da Cachoeira (AM), onde retorna periodicamente para novas ações e mantém o acompanhamento remoto por telemedicina. Dessa forma, o cuidado não se limita à resposta imediata, mas se traduz em continuidade assistencial, fortalecimento das capacidades locais e transformação duradoura das comunidades atendidas.

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